Bom dia! Boa Tarde & Boa noite! Caros leitores, colegas professores/historiadores & estudantes interessados em aprender algo mais sobre História, aqui além de assuntos variados e não sequenciais sobre a ciência/disciplina História, pretendo compartilhar minhas experiências enquanto professor, então girem a ampulheta e viagem no tempo (presente, contemporâneo e passado) comigo!
Nesse ponto você deve estar pensando, o que é que esse maluco está falando? O Título não tem relação com o texto! Bem, me considero um professor/historiador em formação, pois, na história os conceitos as metodologias e a produção estão constantemente atualizando-se e os seus estudiosos (professores/historiadores) também possuem a obrigação ou a necessidade de participar desse processo continuo, embora as vezes algumas ferramentas de ensino nos mostrem o contrário. Citando um exemplo, mesmo que a maioria da comunidade acadêmica esteja cansada de repetir a celebre frase do historiador francês Marc Bloch: " O historiador é como o ogro da lenda, onde fareja carne humana, sabe que ali está sua presa "; construindo argumentações demonstrativas apontando que: "A história é a ciência dos homens no tempo"; e assim comunicando que a ciência histórica não está focada no acontecimento, nos grandes nomes e nas datas; os livros didáticos elaborados muitas vezes por esses mesmos historiadores seguem uma linha reta, que obrigatoriamente começa na pré-história e termina na nossa era falando de algum dos nossos presidentes.
É evidente que existe um currículo a ser seguido, que leis estabelecem e limitam o campo de ação do historiador e isso dificulta romper com essa cronologia e para não dizer o óbvio as condições de ensino também não são ideais, por exemplo, a burocracia de preencher diários, elaborar e registra planos, sufoca o tempo dedicado a produção das aulas, não obstante, existem ainda outros obstáculos encaminhados por conta da pandemia, da comunicação em massa e assim por diante. No entanto, romper essa linha reta com o passado e a sucessão de fatos é preciso, talvez como nunca antes na história, pois, caso não façamos algo agora, teremos mais uma, duas ou três gerações de pessoas que vivem mecanicamente e alheias a realidade.
E essas, meus caros leitores & leitoras, são algumas razões para a criação do História no Teclado!